Como jogar
São dois jogos sobre o mesmo acervo de perguntas. O anfitrião escolhe o modo e o assunto ao criar a sala.
Sobre o que se joga
Três caminhos, e a escolha é do anfitrião a cada sala:
- Conhecimentos gerais — história, geografia, ciência, cultura. É o acervo usado quando você não escolhe nada.
- Conhecimentos bíblicos — o acervo com que o jogo começou, para grupos de igreja e afins.
- O seu próprio conteúdo — com uma conta você monta coleções escrevendo à mão, importando uma planilha, pedindo à IA sobre qualquer tema ou jogando seus arquivos (apostila, PDF, foto de uma página) para a IA tirar perguntas deles.
Os dois acervos que vêm com o app valem para todo mundo e não precisam de conta. Detalhes em Coleções de perguntas, mais abaixo.
Os dois modos
Quiz tradicional — todos respondem a mesma pergunta ao mesmo tempo, cada um no seu celular. Quem acerta ganha 10 pontos. Simples, rápido, e é o que a maioria conhece.
Fato ou Fake — a mesma pergunta, mas com blefe: só uma pessoa responde por vez, defende a resposta em voz alta, e o resto da mesa decide se acredita. É o modo que dá nome ao app, e o resto desta página explica ele.
Os dois usam as mesmas coleções de perguntas e o mesmo placar. Se o grupo cansar de um, troque no próximo jogo sem perder nada.
Fato ou Fake: a ideia
Todo mundo está na mesma sala, cada um com seu celular. A cada rodada, um jogador é o respondente: ele vê a pergunta, escolhe uma resposta em segredo e descobre — só ele — se acertou.
Depois ele fala em voz alta qual alternativa escolheu e defende, sempre como se estivesse certo. Se acertou, defende com a verdade. Se errou, blefa.
Não gosta de falar em público? A defesa pode ser digitada. O texto aparece para todo mundo junto com a alternativa que você reivindica, e vale exatamente como a fala — inclusive para blefar. Dá para corrigir enquanto a mesa lê.
Quem libera é o anfitrião, e ele tem duas opções: marcar permitir defesa escrita ao criar a sala, valendo para a mesa inteira, ou liberar só para quem precisa — dentro da sala, escolhendo a pessoa na lista. A segunda existe justamente para que uma dificuldade individual não obrigue todo o grupo a abrir mão da defesa falada, que é onde está a graça do blefe. Dá para liberar no meio da partida.
Os outros ouvem (ou leem) e votam no celular: acredito ou não acredito. Ninguém fica parado — quem não é respondente vota em todas as perguntas.
A rodada, passo a passo
- 1Responder. O respondente escolhe A, B ou C no celular. A escolha é secreta e ele vê em particular se acertou.
- 2Defender. Em voz alta, ele diz qual alternativa escolheu e sustenta que é a certa. Aqui é onde o jogo acontece. Quem prefere não falar pode digitar a defesa e mandar para a mesa.
- 3Palpitar. Os demais votam se acreditam nele. O voto é fechado até todo mundo decidir.
- 4Revelar. O app mostra a resposta certa, a fonte e distribui os pontos.
Isso se repete pelas perguntas da rodada. Depois o papel de respondente passa para o próximo jogador.
Pontuação
- +10para o respondente, a cada pergunta que ele realmente acertou.
- +2para o respondente, por cada pessoa que ele enganou naquela pergunta.
- +2para o palpiteiro que leu certo — desmascarou o blefe ou confiou na verdade.
Repare no que isso premia: errar a pergunta e convencer todo mundo vale mais do que acertar e ser desacreditado. Blefar bem é uma forma legítima de vencer.
Quando a partida acaba
Quando cada jogador tiver sido respondente o número de voltas configurado. Vence quem tiver mais pontos.
Com entrada livre ligada, quem chegar atrasado entra no fim da fila de respondentes em vez de ficar de fora.
No quiz tradicional
Não há vez de ninguém: a pergunta abre para todos, cada um marca sua alternativa e pode trocar enquanto o anfitrião não revelar. A tela mostra quem já respondeu, sem mostrar o quê.
Na revelação aparece a alternativa certa, a fonte e quem acertou. +10 para cada acerto — e só isso, porque não há o que blefar.
O anfitrião escolhe de 1 a 30 perguntas ao criar a sala; a partida acaba quando elas terminam. Como não há defesa falada, cada pergunta corre bem mais rápido: conte uns 45 segundos por pergunta.
O número de jogadores quase não muda a duração aqui — todos jogam ao mesmo tempo. Vale para grupos grandes, onde o Fato ou Fake ficaria longo demais. E vale para um só: dá para começar um quiz sozinho, sem esperar ninguém. O Fato ou Fake não, porque sem plateia não há a quem convencer.
Fato ou Fake: quantas voltas e quantas perguntas?
É a decisão que mais muda a experiência, e ela depende de quanta gente veio. A conta é simples:
jogadores × voltas × perguntas por rodada
= total de perguntas da partida
Cada pergunta leva perto de 1,5 minutos, contando a defesa falada. E a coleção precisa ter perguntas suficientes — o app avisa quando não tem.
| Configuração | Ideal para | Cabe em 80 perguntas |
|---|---|---|
| 3 voltas × 2 perguntas | 5 a 6 jogadores | até 13 |
| 2 voltas × 2 perguntas | 8 a 10 jogadores | até 20 |
| 1 volta × 3 perguntas | 10 a 13 jogadores | até 26 |
Pelo tamanho do grupo
| Jogadores | Sugestão |
|---|---|
| 2 a 7 | 3 voltas × 2 perguntas |
| 8 a 10 | 2 voltas × 2 perguntas |
| 11 a 14 | 1 volta × 3 perguntas |
| 15 a 22 | 1 volta × 2 perguntas |
| 23 ou mais | 1 volta × 1 pergunta |
O ponto doce é 4 a 8 jogadores. Acima de 14, o problema não é tempo morto — é duração e protagonismo: com 20 pessoas, cada uma blefa uma vez só, e qualquer configuração maior passa de uma hora e vinte.
Ao criar a sala, informe quantos jogadores você espera e o app já projeta a duração e sugere a configuração.
Coleções de perguntas
Cada partida usa uma coleção, escolhida na criação da sala. O sorteio nunca mistura perguntas de coleções diferentes.
O app já vem com duas: Conhecimentos gerais (80 perguntas), usada quando você não escolhe nenhuma, e Conhecimentos bíblicos (70). As duas valem para todo anfitrião, dispensam conta e são somente leitura.
Com uma conta você cria as suas: escrevendo à mão, importando uma planilha ou pedindo à IA para gerar uma sobre qualquer tema. Dá também para emprestar uma coleção a outra pessoa por e-mail, em vez de mandar o arquivo para ela importar.
Há ainda o caminho de quem já tem o conteúdo, mas não as perguntas: compor a partir de arquivos. Você junta o material — apostila, resumo, PDF, a foto de uma página — e a IA escreve perguntas só sobre o que estiver ali, sem inventar do conhecimento dela. Nada é gravado até você marcar, uma a uma, quais entram na coleção.
Qualquer pessoa logada pode sugerir perguntas para uma coleção que enxerga. A sugestão só entra em jogo depois que quem cuida da coleção aprova.
Perguntas repetidas
O app lembra o que você já levou à mesa. Cada partida sua sorteia entre as perguntas que ainda não saíram nas suas partidas anteriores — não é sorteio às cegas toda noite.
Isso importa mais do que parece. Um grupo de 8 pessoas consome umas 35 perguntas por noite, então os acervos que vêm com o app duram duas noites cada. E no Fato ou Fake a repetição é fatal: a mesa inteira já ouviu a revelação, então todo mundo sabe se o respondente está blefando e a votação perde a graça.
Ao criar a sala você vê quantas inéditas restam. Quando apertarem, há duas saídas na tela da coleção: ampliar com IA, que acrescenta perguntas novas sem repetir as que já existem, ou zerar o histórico, que devolve tudo ao sorteio — útil quando é outra turma jogando.
A memória é sua, de anfitrião, e não do grupo: convidados não fazem login, então não há como saber quem exatamente esteve em cada noite. Para uma coleção durar uma temporada inteira, mire em umas 500 perguntas — cerca de 14 noites.
Dicas de mesa
- Defenda com a mesma cara quando acerta e quando blefa. Quem só se alonga ao mentir entrega o jogo.
- Desconfiar de todo mundo não funciona: acreditar na verdade também vale ponto.
- A fonte aparece na revelação. É o melhor momento para discutir a pergunta — e para descobrir quem blefou com convicção.